Pensando a Cidade como Floresta de Alimentos

Coqueiros, pitangas e mangueiras – árvores alimentícias estão muito presentes na cidade do Rio de Janeiro. Os cariocas pensam diferente sobre essas árvores em seu ambiente de vida: para alguns, elas fornecem comida de graça, outros as acham perturbadoras e ainda outros apreciam seu efeito refrescante nos verões quentes.

As árvores alimentícias interagem com os moradores da cidade e provocam discussões sobre o papel das plantas no planejamento urbano. Elas nos convidam a pensar sobre interdependências homem-planta e estratégias de sobrevivência cultural nas cidades contemporâneas. Nesses dois textos, compartilho minhas reflexões sobre duas instâncias que tratam das árvores alimentícias no Rio: a horta Dja Guata Porã e a Fundação Parques e Jardins; a primeira, uma agência de hortas comunitárias e arborização de descendentes indígenas e coloniais; a segunda, Fundação Parques e Jardins, é responsável pelo plantio de espaços públicos e conta com espécies individuais e pesquisas científicas. A horta Dja Guata Porã centra-se na colaboração de plantas e aprendizagem multissensorial. Por mais diferentes que sejam essas abordagens, ambas podem se beneficiar de um diálogo para projetar espaços verdes mais resilientes, equitativos e pluralistas na cidade.

A horta Dja Guata Porã

Árvores alimentícias no espaço urbano público

Realização

Produção